Até que ponto os recrutadores utilizam as redes sociais e que cuidados devem ter os candidatos na sua exposição pública?

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Quando falamos de redes sociais no âmbito do trabalho, precisamos de começar por distinguir o seguinte: existem dois tipos de redes sociais: as redes sociais pessoais (Facebook, Twitter, Instagram, etc..) e as redes sociais profissionais (Linkedin, Youtube, etc..). As redes sociais pessoais têm como o objetivo interagir com pessoas partilhando os seus aspetos e vivências pessoais/familiares em comum. As redes sociais profissionais já têm como objetivo criar relacionamentos profissionais, divulgar projetos e conquistas profissionais, apresentar o currículo e competências, dedicar e receber recomendações, promover e candidatar a vagas de emprego, etc…

PARA OS RECRUTADORES: UTILIZAÇÃO

Posto isto, para que fim os recrutadores utilizam as redes sociais?

A tecnologia tem impactado de diversas formas o mundo em geral e os processos em particular. O recrutamento foi um deles. Os recrutadores passaram a praticar o e-recruitment, isto é, a utilizar as redes profissionais como local para publicar ofertas, realizar pesquisas de perfis/candidatos e atração de novos colaboradores. Leia mais sobre Employer Branding.

O facto de isto acontecer deriva de estas páginas permitirem a partilha fácil e rapidamente acessível de informação como foto, informações demográficas, valores, interesses, ambições e outros detalhes da personalidade.
Atualmente, a análise do candidato já não se baseia apenas no estudo do CV, nem a primeira iniciativa de conhecimento é realizada somente no momento da entrevista. Aliás, com a COVID-19 a maior parte das entrevistas deixou de ser presencial. O primeiro contacto passou a ser uma análise mais aprofundada do seu perfil nas redes sociais.

As redes sociais mais utilizadas pelos recrutadores são o Linkedin e o Facebook. O linkedin é uma das principais fontes de recrutamento nos dias que correm, onde os currículos e interesses dos candidatos estão expostos.

Através destes websites (redes sociais) os recrutadores conseguem aferir a personalidade do candidato, atividades em que participa, evidências do seu percurso profissional e académico, quem segue, quem o segue (recomendações), o seu estilo de linguagem e demonstração de opiniões. Desta forma, podem avaliar se o candidato se alinha com os valores da empresa e se será uma boa aposta.

Algumas vantagens de um recrutamento apoiado nas redes sociais:

– Informação mais detalhada que no currículo;

– Identificação do percurso de vida do candidato;

– Recolha de feedback/recomendações de outras pessoas;

– Acesso mais rápido à informação;

– Maior interação entre empresas e candidatos;

– Maior leque de candidatos (employer branding e divulgação de vagas) .

PARA OS CANDIDATOS: CUIDADOS

Servindo como fonte de recrutamento, é importante que os candidatos atentem ao que publicam e que preencham o máximo de informação possível nas suas redes sociais.

Através das redes sociais os recrutadores devem conseguir ter acesso à localização (cidade), uma breve apresentação do candidato e ainda o percurso académico e profissional.

É importante que esta informação esteja correta e detalhada, uma vez que os recrutadores chegam até aos candidatos, por exemplo, através da chamada “pesquisa booleana”. Nesta pesquisa, são colocadas palavras-chave e nem sempre só o título da função é suficiente.

Existem cuidados fundamentais a ter na posição de candidato, como por exemplo:

– Nas fotografias / vídeos inseridos;  

– Pensamentos/opiniões pessoais num círculo privado e restrito à família e amigos próximos;

– Escrita correta e educada;

– Presença ativa nas diversas redes com partilha de artigos e textos de opinião;

– Evidenciar atividades realizadas, como por exemplo, desportos, voluntariados, formações;

– Envolvimento em grupos de faculdade, ex-colegas, demonstrando capacidade de networking.

Autora:

Joana Reis, Consultora uMan Xpert 

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